sábado, 12 de outubro de 2019
A CADA 23 MINUTOS UMA MÃE FICA DE LUTO!
Título pesado, não é mesmo? Pois essa é a realidade em nosso país. A cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no país. Os números são muito preocupantes. Por dia são 63 assassinatos de jovens negros no Brasil, totalizando 23 mil mortes por ano. Infelizmente esse número não para de crescer. Diversas campanhas estão sendo realizadas no pais, como a Campanha Vidas Negras, que é realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU); ela ressalta que “valorizar a vida da juventude negra é superar a violência”. A campanha tem por objetivo dar a devida importância às políticas públicas de prevenção e enfrentamento da discriminação racial. Ressalto que o Brasil foi o último País da America a abolir a escravidão em 1888 e também aquele que mais exportou escravos.
Desde então, foram poucas Políticas Públicas que buscaram o enfrentamento da desigualdade racial em nosso meio. Logo após a abolição da escravatura, os negros foram jogados na marginalidade e, a ideologia à época tratava os negros como um “atraso”; os brancos não queriam pagar um salário para aqueles que até pouco tempo eram seus escravos. Quando jogamos o indivíduo na sociedade sem condições para que ele adentre ao mercado de trabalho e também não oferecemos condições para que ele tenha uma vida digna, o sujeitamos a qualquer formato de trabalho e de vida. Atualmente, com 13 milhões de desempregados e o patronato com o discurso de menos direitos e mais empregos, precarizando ainda mais as condições de trabalho e remunerando menos o proletariado, sabemos que os mais atingidos com a falta de emprego são os negros e os jovens. E nós não precisamos ser sociólogos para perceber que esses fatores históricos resultam nos problemas que vivenciamos na atualidade. Quando olhamos os números, podemos notar que a vida da juventude negra não tem valor. Em 2017 segundo o Atlas da Violência, 75,5% das vítimas de homicídio no Brasil eram negras, ou seja 7 a cada 10 jovens assassinados no Brasil são negros e dos 10% mais pobres 78,5% são negros.
A campanha da ONU também aborda o tratamento desigual à pessoas negras nos espaços públicos e o vazio deixado nas famílias e comunidades pelos assassinatos e o genocídio cometido pela polícia aos negros. Das 4.222 pessoas mortas em decorrência de intervenção policial, 81,8% tinham entre 12 e 29 anos e 76,2% eram negras. Mas 56% de policiais vítimas de homicídio no Brasil também são negros.
Fica claro, portanto, que esses números são a expressão bruta das desigualdades raciais e isso precisa ter um fim!
Apenas 16% dos jovens negros estão dentro de uma universidade. Até quando essas mães vão chorar por ver seus filhos assassinados? Não seria melhor termos políticas públicas que pudessem fazer essas mães chorassem de emoção vendo seus filhos entrarem na Universidade?
#ONUBrasil #Genocidio #AJuventudeQuerSonhar #VidasNegras — com ONU Brasil e Memorial Pela Vida da Juventude Negra.
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